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Mostrando postagens de Maio, 2014

O ROCK NÃO MORREU,SÓ MUDOU DE LUGAR

O rock não morreu, só mudou de lugar

Lá nas gringas, houve um período no qual o rock perdeu a ingenuidade. Os palcos foram ficando maiores, as drogas mais pesadas, as mortes dos artistas se tornando frequentes. Houve retornos, tentativas de retomada da velha pureza. Veio o punk e derivados, com sua veia ainda mais transgressora. Mas mesmo ele foi incorporado. As pessoas e os artistas começaram a notar que ir até os extremos tem um preço e tudo pode ser empacotado e vendido. Entre altos e baixos, o rock tomou as atuais proporções e ocupou os comerciais de quaisquer empresas que queiram ser um pouco mais descoladinhas. Os alarmes foram acionados nos corações das pessoas e parece que todo mundo está notando que tem algo errado. O rock realmente parece um pouco mais morto. Porém, talvez isso não seja tão verdade assim. É provável que, pelo contrário, o rock (aliás, não só ele) está, mais do que nunca, na linha de frente, na vanguarda de si próprio, nos lugares onde a vanguarda é feita: os peq…

A ORIGEM NEGRA DO ROCK N' ROLL

Lead Belly, quando ainda jovem.  A origem negra do rock n’ roll
A origem de um estilo musical difundido por todos os cantos do planeta não haveria de ter uma explicação fácil, afinal, foi longo o caminho necessário para que o rock pudesse nascer. Diversos ritmos e comportamentos foram se adaptando com o tempo e, em uma pura combinação de fatores, surgiu primeiro o rhythm and blues — o famoso R&B — e depois o rock and roll propriamente dito. Uma retrospectiva pelas raízes é necessária para que se possa entender sua importância no cenário, não apenas musical, mas também social do mundo. Diferente de outros estilos musicais, o rock pressupõe a troca, a integração do artista com o público. Não há espaço para passividade nesse estilo; todos devem participar da construção do ritmo. “Por isso, dançar é fundamental. Se não houver reação corpórea quente, não há rock”.
(CHACON, 1993. p.85). Porém, tão importante quanto dançar é cantar. O ouvinte deseja se unir ao cantor e, em um amálgama mágico, s…

CYNTHIA LENNON – O DIA QUE A FICHA CAIU

Cynthia Lennon, a própria, contando em seu livro “John” de 2009, como foi o fatídico episódio.
CYNTHIA LENNON – O DIA QUE A FICHA CAIU

Exatamente há 46 anos, no dia 20 de maio de 1968, Cynthia Lennon chega de volta em sua casa e encontra o marido John Lennon e uma japonesa pequenina com um ar arrogante de roupão tomando café na cozinha.


O que eu ainda não havia percebido era que a história de John, sua atitude em relação ao casamento e à família eram muito diferentes do meu caso. Ele praticamente nunca tinha visto seus pais juntos: aos 5 anos de idade havia sido abandonado pelo pai — e, ao menos na prática, pela mãe também. O seu próprio pai sofrera da mesma forma. Considerando com que frequência e como costumamos fantasticamente repetir os padrões dos nossos pais, eu deveria, talvez, estar mais preparada para que John abandonasse o seu próprio casamento e seu filho de 5 anos de idade. Contudo, eu era jovem demais, inexperiente demais e otimista demais para considerar isso seriamente. Na…