Pular para o conteúdo principal

JOHN LENNON,70 ANOS DE UM MITO

Imagem relacionada

John Lennon, 70 anos de um mito

Há sete décadas nascia o maior ícone do rock. A sua memória movimenta milhões de dólares e a indústria que a cerca quer estendê-la às futuras gerações lançando sua obra remasterizada, filmes biográficos e documentários


img3.jpg
John Lennon é considerado um dos maiores cantores da história do rock – mas detestava a sua voz e usava truques de estúdio para disfarçar o que julgava uma deficiência. No sábado 9, esse ex-beatle, o mais famoso dos quatro integrantes da banda de Liverpool que agitou o mundo nos anos 1960, faria 70 anos. Na lista de homenagens, uma delas vai receber mais holofotes: o relançamento de sua discografia remasterizada, projeto conduzido por sua viúva, a artista plástica Yoko Ono. A ideia é, justamente, colocar em evidência a interpretação do ex-marido, destacando-a sobre a massa de som que ele pedia aos técnicos. Dos oito álbuns, um recebeu tratamento especial: “Double Fantasy”, o disco que Lennon tinha acabado de lançar quando foi assassinado na frente de seu apartamento em Nova York, em dezembro de 1980. A nova versão vem com o termo “Stripped Down” (desnudado) e, nela, a sua voz surge límpida como nunca se ouvira antes. Ao fazer isso, Yoko não pretende apenas oferecer um produto inédito para os antigos fãs do roqueiro, mas, isso sim, não deixar que a memória do marido morra junto às novas gerações. “Os jovens estão começando a ouvir as músicas espontaneamente, mas ainda é preciso incentivá-los”, disse Yoko por e-mail à ISTOÉ. Assim, ao alimentar a chama da memória de Lennon mantém-se vivo o mito em torno do artista, cuja morte trágica o transformou em um dos ícones de nossa época.
img2.jpg
HERDEIRA
Yoko sempre cuidou da fortuna 
do marido: US$ 500 milhões
Mitos valem ouro. No caso de Lennon, sua fortuna à época da morte era de US$ 160 milhões. Hoje seu espólio é de US$ 500 milhões. A fortuna em torno do seu nome registrou um aumento de mais de 210%, graças ao tino de Yoko para os negócios. Desde 
o nascimento do filho Sean, em 1975, ela passou a cuidar das contas do marido, enquanto ele se encarregava da mamadeira da criança. Dono do título de sétimo artista morto que mais fatura no show biz, em 2009 sua receita foi de US$ 15 milhões – ano do lançamento da discografia remasterizada dos The Beatles, do game Beatles Rock Band e do espetáculo “Love”, do Cirque du Soleil. Este ano promete ser mais lucrativo ainda.
img1.jpg
HOMENAGENS
Desenho de Sean Lennon, filho de John, para a capa 
de “Double Fantasy”, e cena do filme “O Garoto de Liverpool”
No Festival do Rio já pode ser visto o filme “O Garoto de Liverpool”, que pinta o ex-beatle como o melhor em tudo, inclusive no sofrimento. Paul McCartney, que se apresenta em São Paulo em novembro, é mostrado como franzino e retraído. Além de documentários e da cinebiografia, está prevista a disponibilização das músicas de Lennon no iTunes. No momento em que as vendas digitais estão em crescimento, isso significa rendimentos consideráveis. Entre as 121 faixas oferecidas estão as 13 gravações caseiras do CD inédito “Home Tapes”, incluído na caixa “Signature Box”, com 11 álbuns, o item mais luxuoso nas comemorações. Existe uma versão crua da canção-manifesto “God”, do primeiro disco pós-Beatles em que ele desanca com a ex-banda e todas as crenças hippies, decretando que o sonho acabou: “Não acredito em ‘I Ching’, na ‘Bíblia’, em ioga, Elvis, Dylan, etc.”
img.jpg
NOVIDADE 
A caixa  “Gimme Some Truth” reúne 
as músicas  por temas
Yoko acha que canções como essa “são tão relevantes hoje como eram na época em que foram compostas.” Uma afirmação fácil de ser contestada, já que o discurso pacifista e feminista de Lennon se tornou um pastiche publicitário na mão de outros roqueiros. O próprio Lennon percebeu isso ao comentar sobre “Imagine”: “Aquilo é só uma porcaria de canção.” Não se trata, contudo, de demonizar Yoko em sua função de guardiã da aura e do tesouro de Lennon. No recém-lançado livro “Ponto Final” (Companhia das Letras), o jornalista Mikal Gilmore, da revista “Rolling Stone”, desmistifica a visão comum de que a artista japonesa fosse uma megera e a responsável pela separação dos Beatles. Ele lembra uma declaração de Lennon: “O que eu fiz foi usar Yoko.” A confissão, ao invés de destruir, só aumenta o mito em torno dele.
Confira abaixo entrevista com Yoko Ono
ISTOÉ – Poderia falar das dificuldades na remasterização dos oito CDs de John Lennon?
Yoko Ono – Dificuldades são desafios e eu gosto disso.
ISTOÉ – Qual a emoção de se ouvir a voz de Lennon tão clara no CD inédito “Double Fantasy Stripped Down”?
Yoko – Apenas ouça o CD. Você vai ter suas próprias respostas.
ISTOÉ – Lennon fez muitas declarações de amor em música e não via problema em expor vida íntima de vocês dois. Isso era revolucionário na época?
Yoko – Declarações de amor são sempre legais. E eu amei cada uma que ele me fez. Não importava qual o assunto.
ISTOÉ – O que a sra. achou do filme “O Garoto de Liverpool”?
Yoko – Adorei!
ISTOÉ – Poderia adiantar um pouco sobre as raridades reunidas na caixa de CDs “John Lennon Signature Box”?
Yoko – É uma caixa de surpresas e assim deve ficar até o momento em as pessoas a abrirem.
Fonte:https://istoe.com.br/103719_JOHN+LENNON+70+ANOS+DE+UM+MITO/
 

Postagens mais visitadas deste blog

BOB DYLAN : FORNECER A MEUS PENSAMENTOS FECHADOS UMA CORRENTE DE AR FRESCO...

Bob Dylan: Fornecer a meus pensamentos fechados uma corrente de ar fresco..pensando pensamentos que não foram pensados ..então juntem-se todos, procuradores gerais o mundo não passa de um tribunal,sim, mas conheço os acusados melhor que vocês e enquanto vocês se ocupam em julgá-los nós nos ocupamos em assobiar limpamos a sala de audiência varrendo varrendo escutando escutando piscando os olhos entre nós, atenção, atenção sua hora há de chagar.Publicado porlaboratoriodesensibilidades em  …não, por favor, um ladrão de almas eu construí e reconstruí sobre o que está à espera pois a areia nas praias esculpe muitos castelos no que foi aberto antes de meu tempo uma palavra, uma ária, uma história, uma linha chaves no vento para minha mente fuja e fornecer a meus pensamentos fechados uma  corrente de ar fresco não é coisa minha, sentar e meditar perdendo e contemplando o tempo

SEXO,DROGAS & ROCK AND ROLL

Sex, Drugs & Rock and roll
POR • 10 MAR 2017Sua Only Rock and Sex mas eu gostoQuando você olha para uma cerimônia de premiação em um muito jovem cantora pop criado por gravadoras passando a mão sentiu (aqueles com os quais estágios geléia) por uma calcinha branca que mostram através de sua depilação brasileira ao remover a língua em tentativa de estudou chocar e excitar as massas, não pode , mas pensar nisso mítica final de março 1973, quando a gravadora sueca Metronome registros deu Led Zeppelin discos de ouro para seu quinto álbum; Casas do Santo . Havia quatro membros , com seus registros na mão posando antes da câmera Bengt H. Malmqvist , enquanto em primeiro plano, um par porra vivo deitado em uma cama. Sugá-lo e não um martelo, Miley . Ninguém contesta que outros gêneros têm sido a trilha sonora de muitas noites de amor r; mas se falamos de sexo e apenas sexo (sex contemporânea, pelo menos, saber o que os romanos ouvido em suas orgias) trilha sonora é rock…

ERA TUDO HEAVY METAL FAROFA

Era tudo HeavyMetal farofa
Lá pela metade dos anos 80 apareceram bandas que traziam uma nova releitura do glam-rock. Exagerando mais ainda no visual, e um som mais pesado, do que seus modelos dos anos 70, o estilo, portanto, passou a ser chamado de glam-metal.
Enquanto o New York Dolls pareciam travestis sujos e malvados e tocavam um rock and roll de garagem, a nova turma glam estava mais para boneca barbie e lavavam os cabelos com Grecin 2000 – daí o termo Hair Metal, na verdade um termo depreciativo. O pessoal do Trash Metal tachava-os de posers ou falso-metal. Bobagem! A música muitas vezes não passava de um Hard Rock pomposo, com muitas power ballads.
Por outro lado, desenvolveu-se nesse meio um outro subgênero o Pop-Metal - bandas com visual menos andrógino e com letras visando menos sexo, bebedeiras e festas. Talvez a banda que melhor traduz esse estilo seja os ingleses do Def Leppard. Eles começaram com uma pegada bem New Wave of British Heavy Metal (NWBHM), mas, aos poucos, foram…